Passados 15 anos da morte de Jonas Savimbi, a UNITA ainda reclama do governo a devolução do património do seu fundador e do próprio partido, avaliado em “milhões de dólares”.

A informação foi prestada à Lusa pelo porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, garantindo tratar-se de património, sobretudo edifícios, do partido e do fundador, Jonas Malheiro Savimbi, cuja morte, a 22 de Fevereiro de 2002, no leste do país, levaria pouco mais de um mês depois ao fim da guerra civil.

Sem revelar números, Alcides Sakala sustentou tratar-se de um património que “está avaliado em milhões de dólares” e que compreende vários edifícios, não só em Luanda mas em todo o país, como é caso da “Casa Branca” de Savimbi no Huambo.


“São os bens do partido adquirido durante todo esse tempo e que, conforme ditavam os acordos de paz, deveriam ser devolvidos à UNITA, o que ainda não aconteceu. O que foi entregue são coisas mínimas”, disse o também deputado à Assembleia Nacional Alcides Sakala.
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Amortizar, amortizar, amortizar… ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Desde que Portugal saiu do programa de resgate de 78 mil milhões de euros, tem sido esta a “palavra de ordem” tanto de Passos Coelho como, agora, de António Costa. Reembolsar o máximo, o mais antecipadamente possível para encurtar a fatura junto do FMI. Mas porquê? Para poupar na pesada fatura dos juros cobrados pelo fundo liderado por Christine Lagarde.

Dos 78 mil milhões de ajuda externa, o FMI foi quem emprestou a maior “fatia”: 26,3 mil milhões de euros, seguido da União Europeia (UE) e do Mecanismo de Estabilidade Europeia (MEE). A todos Portugal tem vindo a pagar, mas só ao FMI o valor em dívida caiu — os juros corridos das restantes duas tranches levam a que o montante em falta seja superior ao valor do empréstimo original. Isto só acontece porque só ao FMI é que o país tem vindo a reembolsar mais do que o que estava previsto no plano original.


Desde o fim do programa de ajuda que as amortizações antecipadas são uma realidade. Passos Coelho, quando ainda estava no Governo, fez alguns brilharetes com reembolsos antes do tempo. E o mesmo tem sido feito por António Costa. Muitos milhares de milhões de euros têm sido desembolsados antecipadamente, sendo que o mais recente foi feito na última semana: 1.700 milhões de euros que permitem ao país liquidar mais de metade do empréstimo total.

Politicamente é um sinal de força. Mostra que o país tem capacidade financeira para o fazer, mas é essencialmente uma necessidade. De quê? De pagar a dívida para evitar… o avolumar da dívida. É que enquanto nas tranches em dívida junto da UE e do MEE a taxa de juro é de cerca de 2%,no FMI é de mais do dobro: 4,5%, de acordo com os dados da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP). Um juro pesado que fica até acima daquele a que Portugal tem conseguido nos mercados.

Portugal está a pagar dívida mais cara com dívida mais barata. Mas a ideia não é pagar tudo, porque a taxa cobrada pelo FMI não é sempre a mesma. O saldo em dívida, segundo o IGCP, estava em 16,3 mil milhões de euros no final de 2016. Com mais este reembolso, o saldo cai para 14,6 mil milhões (45% do total), o que ainda assim continua a ser um valor elevado perante o fundo, o que explica o juro expressivo.


O FMI empresta dinheiro aos países em função da quota destes no fundo. E prevê diferentes custos para esses empréstimos até 200% da quota e acima dessa fasquia. Qual é a quota de Portugal? De acordo com o FMI, é de 2,06 mil milhões de Special Drawing Rights (SDR), ou direitos especiais de saque, o que em euros equivale a 1,43 mil milhões de euros. Considerando os 200% da quota, Portugal tem direito a cerca de 4,3 mil milhões de euros com uma taxa bem inferior à de 4,5% que é cobrada atualmente.

Apesar de todos os reembolsos antecipados, Portugal tem ainda muito dinheiro para reembolsar até chegar a este patamar. Faltam-lhe cerca de dez mil milhões de euros, além dos pouco mais de dez já pagos. Mas para continuar neste rumo, é preciso que haja autorização dos parceiros europeus a quem Portugal também deve. Cristina Casalinho, a presidente do IGCP, já disse que pretende procurar autorização dos parceiros europeus para voltar a amortizar mais dívida ao FMI do que o inicialmente previsto.

Na última apresentação aos investidores publicada pelo IGCP, Casalinho antecipava o pagamento dos 1.700 milhões agora liquidados este ano, mas não está prevista uma nova amortização. Novos reembolsos antecipados só em 2018, no valor de 3.500 milhões, sendo que em 2019 e 2020 deverão ser pagos 1.500 e 2.500 milhões, respetivamente. Nesses anos, de acordo com o plano de reembolsos original, o país deveria entregar 4.200 e 4.900 milhões, mas esses valores já estão a ser liquidados.
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O presidente da UNITA disse hoje que o processo de exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi está parado devido à necessidade de desminar o cemitério que deverá receber os restos mortais do fundador do partido.
Fonte: Lusa
Isaías Samakuva falava em entrevista à agência Lusa, em Luanda, a propósito do aniversário da morte em combate, na província do Moxico, de Jonas Savimbi, a 22 de fevereiro de 2002, garantindo que continua a ser pretensão do partido, militantes e família, dar um funeral condigno ao histórico líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA).
O partido chegou em maio de 2014 a criar uma comissão para tratar do processo de exumação dos restos mortais de Jonas Savimbi, que ficou sepultado, logo após a morte em combate, no cemitério de Luena, Moxico, e trasladação para o cemitério da família, na aldeia de Lopitanga, município do Andulo, a cerca de 130 quilómetros a norte do Kuito, província do Bié.
"A comissão tinha um calendário [para tratar da exumação] , mas ficou sem capacidade para continuar a andar porque uma parte das tarefas só podem ser executadas pelo Governo, nomeadamente a necessidade de se desminar a área onde se pretende que seja o repouso final dos restos mortais do doutor Savimbi", explicou Samakuva.
De acordo com o líder da UNITA, o cemitério onde estão os restos mortais dos pais de Jonas Savimbi permanece minado, inviabilizando que se realize uma cerimónia de grande dimensão, pretendida pelo partido.
"Não sabemos por que razão, mas este cemitério, já durante a guerra, chegou a ser minado. A área que circunda o cemitério e as vias de acesso tinham sido minados. Um evento como o funeral do doutor Savimbi requer muito mais cuidado", recordou o presidente da UNITA.
Segundo Isaías Samakuva, por orientação do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, a comissão criada pela UNITA para assegurar a exumação chegou a estabelecer contactos com o Ministério do Interior, mas o processo não avançou.
"A comissão que ficou responsável estabeleceu todos os contactos, até que a determinada altura ficou num impasse. O Ministério fazia pedidos, mas que só dependiam deles. Estamos agora a ver se retomamos os contactos, mas naturalmente já não será antes das eleições [agosto de 2017] ", lamentou.
Jonas Malheiro Savimbi morreu aos 67 anos, acossado por uma ofensiva das tropas governamentais, e morreu a lutar, tal como o fizera ao longo da vida, primeiro contra o regime colonial português, depois contra o imperialismo soviético.
Ao longo de quase 40 anos perseguiu o ideal de resgatar a etnia ovimbundo, maioritária no centro e leste de Angola, onde nasceu, da tradicional dominação dos kimbundos, dominantes na região de Luanda e centro norte.
Foi derrubado por 15 tiros próximo do rio Lungué Bungo e os seus restos mortais permanecem no cemitério de Luena, leste de Angola.
Em maio de 2014, a decisão da UNITA de criar uma comissão para tratar da exumação foi duramente condenada num editorial do Jornal de Angola, em que Savimbi era apelidado de "condecorado herói do 'apartheid'". 
Intitulado de "Incitação à violência", o editorial do diário estatal angolano de 13 de maio de 2014 acusava o histórico líder da UNITA de ter reduzido "Angola a pó", após as eleições de 1992."Homenagear em Angola um herói do 'apartheid' é de uma violência inusitada.
É um atentado de morte à reconciliação nacional. É igual a glorificar Hitler ou negar o Holocausto", lê-se no editorial do Jornal de Angola, sublinhando que Savimbi "não pode ser homenageado nem glorificado".

Além dos restos mortais de Jonas Savimbi, cuja morte determinou o fim das hostilidades no país em 2002, permitindo a assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, complementar ao Protocolo de Lusaca, de 1994, a Comissão criada pela UNITA tratará da exumação dos restos mortais de outros dirigentes do partido durante a guerra.
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Fonte: MSN
Milo Yiannopoulos, que substituiu Steve Bannon, atual estratega principal da Casa Branca, como editor do "Breitbart News", um meio de comunicação de extrema-direita dos EUA, somou duas polémicas em poucas horas.

A editora Simon & Schuster e a sua marca editorial Threshold Editions anunciaram que, "depois de uma consideração cuidadosa", desistiram de publicar o livro de Milo Yiannopoulos.

A editora cancelou a publicação da obra, intitulada "Dangerous" ("Perigoso"), depois de tomar conhecimento de que o autor, o ultra direitista Milo Yiannopoulos, "aprova" a pedofilia.

O anúncio ocorreu horas depois de o atual editor do Breitbart ter sido desconvidado pelos organizadores da Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), na qual vão participar Donald Trump e os principais assessores da Casa Branca.

"Devido à publicação de um vídeo ofensivo nas últimas 24 horas aprovando a pedofilia, a União Conservadora Norte-Americana decidiu rescindir o convite", explicou o presidente desta organização, Matt Schlapp, que organiza o evento. "Continuamos a pensar que a CPAC é um fórum construtivo para as polémicas e os desacordos entre os conservadores, mas entre nós não há desacordos sobre os males do abuso sexual de crianças", acrescentou.

Além de Trump, também devem participar na reunião o seu vice, Mike Pence, e o chefe de gabinete, Rience Priebus, além do antigo diretor do Breitbart, Steve Bannon.

A 1 de fevereiro, Milo Yiannopoulos foi obrigado a cancelar uma palestra na Universidade de Berkley, na Califórnia, na sequência de protestos violentos dos estudantes contra a presença do atual diretor do Breirtbart News.
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Texto em actualização:
Moisés Sotto Maior, influente membro do Conselho Deliberativo Nacional da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), foi brutalmente agredido por homens até aqui não identificados.

De acordo com as nossas fontes, o homem foi atacado ontem, por cerca das 20 horas, período em que saia de uma actividade de mobilização, seguido de um encontro familiar.

Contactado a propósito, Sotto Maior confirmou a informação, acreditando que a situação teria um desfecho catastrófico, se não fosse a intervenção pontual de alguns jovens da zona.

Face ao brutal incidente, o também secretário Nacional-adjunto para Comunicação Imagem da CASA-CE, confessou ao Disputas Políticas, ter muitas dores de cabeça que o têm atrofiado o sono, para além de deixar transparecer que os constantes assaltos seguidos de espancamentos que vem sofrendo, seja coordenado e autorizado pelo partido governante, dado o facto de “em poucos minutos da agressão, aparecerem na zona, vários elementos da inteligência e segurança que bem os conheço, como se tivessem a registar a minha reacção”, disse Moisés Sotto Maior, cujo progenitor, Virgílio Sotto Maior, fora morto por fuzilamento por “seus” próprios camaradas, em 1975.
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A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol EP) está a ser acusada de abandonar à sua sorte, as vítimas do incêndio que deflagrou numa das instalações da petrolífera estatal, em maio de 2013.
Fonte: F8
A acusação é feita pelos pais das crianças vítimas (incluindo os das cinco que morreram por não suportar a gravidade das queimaduras) do incêndio que deflagrou nas instalações Carlos Pinto Nogueira (ICPN) da Sonangol, sitas na Petrangol, município do Sambizanga-Luanda, derivado da fuga de gás, numa das condutas no dia 06 de Maio de 2013.

Tendo inicialmente se responsabilizado em indemnizar as vitímas, a empresa de uns tempos a esta parte, tem-se recusado em continuar a prestar assistência médica e medicamentosa às crianças, numa clara violação ao espírito e a letra dos acordos firmados com os progenitores das vítimas, espelhando uma inqualificável insensibilidade. “A vontade da Sonangol era de nos abandonar desde os primeiros dias do incidente, digo isso porque quando ocorreu o infortúnio, tivemos de socorrer os nossos filhos com meios próprios, a Sonangol apareceu para nos prestar ajuda dois ou três dias depois, também porque fizemos pressão em conjunto com a sociedade civil, caso contrário, talvez, não viessem”, acusou Filipe Francisco, pai de uma das vítimas.

Recorde-se ter, na altura, face as negociações, a petrolífera retirado “os miúdos do Hospital Neves Bendinha para à Clinica Girassol, onde foram devidamente assistidos até um certo tempo, mas hoje, alegam não ter em stock, a pomada necessária para acabar com as bolhas de queimaduras que estão a nascer sobre a pele dos meninos, mesmo após mais de três anos do incidente, com a agravante do assistente social encarregue de acompanhar o caso, tratar-nos de pobres e de a Sonangol não ter dinheiro para comprar as pomadas. Uma tremenda falta de respeito”, sentenciou. Segundo o documento, a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola compromete-use em apoiar as crianças até a recuperação total, atribuir residência às vítimas e bolsa de estudos para o ensino médio.

“Uma coisa deve ficar claro: as vítimas não somos nós, são os nossos filhos, mas nem todos os rapazes beneficiaram de residências, porque há casas que caíram na altura da explosão e outras não. Na distribuição a Sonangol deu uma residência no Zango ou na centralidade do Bengo, a quem perdeu a casa durante o incêndio e igual número de residência àquele que a sua casa continua intacta no bairro – neste último caso, o pai continua com a casa dele na Petrangol e neste momento reside na casa atribuída ao filho, no Zango ou no Bengo, já no primeiro caso, o pai perdeu a casa dele face a avalanche da explosão e vive numa casa que supostamente a Sonangol deu para o filho que acabou queimado pelas chamas, isso nos tem causado muitos problemas”, esclareceu.
Tinilson Francisco - pai de uma das vítimas

Para Tinilson Francisco se “a Sonangol fosse séria e patriota devia colocar todas essas crianças num centro de formação especial, porque muitas delas já revelam incapacidade de assimilação, tornaram-se meninos com debilidades psíquicas e outras”, enfatizou. Entretanto, para apurar a veracidade dos factos e permitir o contraditório, F8 contactou a Sonangol/sede, mas essa atribuiu responsabilidade a Sonangol/distribuidora, aí chegados, esta, parecendo uma brincadeira de garotos, descalçou a bota, atirando a bola para a Sonangol/gaz Natural, sita no famoso prédio CIF.


Aqui, fomos informados que a engenheira responsável pelo dossier, estava ausente das instalações, mas tão logo chegasse, ligaria para a nossa redacção, o que não aconteceu até ao fecho da edição, continuando, caso tenham palavra, de pé, o acolhimento da versão da petrolífera nacional.
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Fonte: F8

O partido Bloco Democrático (BD) de Angola, liderado pelo académico Justino Pinto de Andrade, demonstra-se determinado a participar nas próximas Eleições Gerais porque o contrário determinará a sua extinção.

A lei impõe a extinção de partidos políticos que não participam em dois pleitos eleitorais, e o Bloco Democrático havia sido desqualificado pelo Tribunal Constitucional na pré-selecção dos partidos que se candidataram às Eleições Gerais de 2012, isto por não ter conseguido reunir os requisitos para concorrer. “Se desta vez o BD não participar ou se participar e não conseguir os 0,5 por cento de votos exigidos por lei, é extinto”, confirmou o secretário-geral, João Baruba.

Com vista às Eleições que se aproximam, o Bloco Democrático agendou para o final de Março, a realização da sua Convenção Nacional Extraordinária, com vista a eleição de candidatos a deputados à Assembleia Nacional, principalmente para a escolha do cabeça-de-lista daquela agremiação política.


Segundo o João Baruba, até agora há apenas um candidato, o actual presidente Justino Pinto de Andrade. Quanto ao facto de até agora só o MPLA ter indicado o seu cabeça-de-lista para as eleições, João Baruba diz ser uma situação normal, mas chama a atenção dos eleitores para não votarem em cabeças-de-lista mas em programas de partidos. “É preciso não olharmos para os candidatos dos partidos mas sim para os programas a serem apresentados pelos partidos como solução para Angola porque o país durante 41 anos de governação não teve evolução, os cidadãos devem votar nos melhores programas que os partidos vão contrapondo ao programa do fracassado MPLA”, exortou Baruba. Aquele responsável garante que o partido está a preparar as bases e os candidatos para as eleições. O BD, também conhecido como partido dos intelectuais, é actualmente um dos poucos partidos políticos legais, sem assento parlamentar.
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