Por: Redacção

A liderança da UNITA, esta que evidentemente se distanciou de forma veloz da postura e determinação caracterizada pela liderança de Jonas Savimbi, quando estivesse em causa os direitos dos povos, está a ser acusada de ter dado instruções para que a direcção comercial do Complexo SOVISMO indeferisse ao pedido dos revús que pretendiam realizar uma conferência de imprensa no local supra, com o objectivo de transmitir a sua versão, quanto a sua detenção, condenação, bem como a sua soltura por termo de identidade e residência.
Verdade seja dita, a recusa ao pedido dos revús para o uso do complexo SOVISMO não é inédita, a actual Direcção do Galo Negro já a fez em ocasiões anteriores. Que a UNITA não seja obrigada a ceder um espaço seu para o uso comercial ou filantrópico, todos estamos de acordo, mas a UNITA tem a obrigação cívica de respeitar às pessoas, por um lado.
Por outro, como maior partido de oposição, a direcção de Isaías Samakuva sabe, se não souber, devia saber, que de acordo a CR, «Todos têm o direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opiniões, pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, bem como o direito e a liberdade de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações», seria bom que a direcção da UNITA fosse um actor que promovesse tais valores.


Com a tal rejeição à última da hora, o Galo Negro não só impediu que os cidadãos pudessem também consumir, a par da narrativa oficial, a versão dos jovens ex-presos políticos, quanto as alegadas peripécias porque passaram nas cadeias, mas também deu a sensação de que a resposta tardia ao pedido dos activistas foi propositada, para que estes não tivessem tempo de localizar outro local.
Na nota de recusa ao pedido de cedência do complexo aos revús, a direcção da SOVISMO diz lamentar o sucedido, e justifica ter respondido tardiamente porque tentava encontrar outras alternativas que pudessem viabilizar a realização do acto.
Acrescentando que o referido salão multiuso está entregue ao público para rentabilidade, mas que recebe qualquer actividade desde que seja anunciada 30 dias de antecedência. Quanto aos eventos realizados de graça, que a direcção da SOVISMO chama de eventos filantrópicos, as solicitações devem ser dirigidas ao gabinete da presidência do partido (UNITA) como primeiro passo.
Ora, é em face deste comportamento que o blog-disputaspoliticas apela a UNITA a ter um pouco mais de respeito para com às pessoas.

Os activistas foram libertos há menos de um mês, e não tinham ciência de que era necessário escrever para o Presidente Samakuva! Porquê que não os disseram? Os jovens enviam cartas à gerência do complexo, estabelecem contactos telefónicos com os líderes do partido que os prometem a cedência do espaço, hoje vão dizer que tinham de enviar cartas ao ilustre Presidente! Estão malucos? 
Lucas Ngonda
O Presidente da Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA), Lucas Bengui Ngonda, defendeu em entrevista à Televisão Pública de Angola (TPA), que o diferendo que o opunham ao líder fundador do partido, Álvaro Holden Roberto, deveu-se a recusa deste em promover as reformas necessárias para o alavancamento do partido, na altura.
Em entrevista conduzida pelos jornalistas Paulo Julião e José Rodrigues, Lucas Ngonda se deixou espremer e revelou ser evidente a tendência de alguns militantes em instalar o regionalismo no seio do partido, tendo inclusive, deixando transparecer de forma implícita que ele e o partido que dirige, não estão a altura de assumir as rédeas do país.
Álvaro Holden Roberto, fundador da FNLA
“O Holden Roberto era o chefe, e o pedimos certas reformas, mas ele se negou e pretendeu usar a mão forte para nos destruir. Queria nos tratar como moscas, eu não sou mosca”, avisou, acrescentando, que, “por hoje, a situação infeliz que temos é que alguns militantes nascidos no Mbanza Congo, presumem que só eles podem liderar o partido”, disse.

Na sequência da entrevista que se confundia como um debate, face a incapacidade dos jornalistas em se situar (questionar e permitir que o entrevistado discorresse suas ideias) o Presidente da FNLA se negou apresentar propostas concretas de alternativa ao actual programa de governo posto em marcha pelo MPLA, mas não se coibiu em descredibilizar seus oponentes internos.

COMUNICADO

Cancelamento da Conferência de Imprensa
Luanda, 19 de Julho – A Conferência de Imprensa (CI) dos 15+Duas, anunciada para o dia 20 do corrente mês, foi adiada por ter sido negada a cedência, pela direcção do SOVSMO, do local que albergaria o evento. A CI será realizada em data e lugar a serem anunciados em breve. Seguem-se os detalhes dos contactos e trabalhos desenvolvidos:


1. Dada a pressão nacional e internacional sobre a nossa versão dos factos ocorridos desde o dia da detenção a 20 de Junho até à nossa libertação sob termo de residência e identidade, nos reunimos no dia 12 do corrente mês e decidimos organizar a CI no mesmo lugar que albergou as duas conferências de solidariedade, enquanto nos encontrávamos encarcerados, isto é, a Sala de Conferências do SOVSMO.
2. Dois dias depois, isto é, a 14 de Julho, endereçámos uma carta à Direcção do Complexo SOVSMO, na qual solicitámos a cedência de um espaço para tal vento com jornalistas e os compatriotas interessados.
3. Até segunda-feira, 18 (ontem), a direcção do Complexo não havia se pronunciado, pelo que, na tentativa de saber a resposta ao ofício, a equipa se deslocou ao local e recebeu a informação verbal, nas primeiras horas do dia, de que havia pessoas da alta estrutura do partido que têm a obrigação de viabilizar a situação, o que ficou confirmado com a carta-resposta da instituição, datada de 19 de Julho. As diligências da equipa de apoio levaram-na a contactar membros da mais alta estrutura da UNITA, nomeadamente, os senhores Victor Hugo, Adriano Sapinala, Massanga Savimbi e outros, os quais disseram terem tomado conhecimento do evento, uns por meio da Rádio Despertar e outros por outras vias e, dada a dificuldade de recebermos uma resposta oficial do SOVSMO, estes prometeram tudo fazer para resolver a situação, sendo que chegaram mesmo assegurar-nos que os trabalhos podiam avançar de forma normal, por ser apenas uma carta-resposta formal. Atendendo a essa garantia verbal, passada pelos membros da cúpula da UNITA, cúpula do partido UNITA, regemo-nos pela confiança derivada e começámos a divulgação da CI às 15h11 de segunda-feira, dia 18, pelo que muitos dos meios de comunicação social, nacionais e estrangeiros, já confirmaram presença.
4. Lamentamos por este imbróglio, que resultou infelizmente da falta de compromisso de quem nos motivos para confiar.
Desta forma, pedimos as nossas sinceras desculpas aos órgãos de comunicação social e todos os demais interessados que já tinham sidos comunicados e agendaram estar presentes no lugar ora indicado.




A CASA-CE pôs a circular uma nota informativa esclarecendo a opinião pública nacional que o seu Presidente Abel Epalanga Chivukuvuku deslocou-se na manhã de hoje, para os Estados Unidos da América (EUA), onde irá participar na Convenção Republicana que se debate para indicar o seu candidato às Eleições Presidenciais norte-americanas que se avizinham.


Texto de: Pedrowski Teca
Fonte: F8

O Ministério do Interior, órgão tutelar da Polícia Nacional de Angola, remeteu na passada quarta-feira, 13 de Julho, à Procuradoria-Geral da República (PGR), um inquérito dos incidentes mortais registados no dia 26 de Maio último, que envolveu uma delegação parlamentar da UNITA e militantes do MPLA na localidade de Cambundo, município da Capupa, província de Benguela.
Apesar da delegação da UNITA ter sido vítima de uma emboscada classificada como acto de intolerância política, o inquérito acusatório, segundo o director do Gabinete de Estudos, Informação e Análise do Ministério do Interior, comissário Aristófanes do Santos, numa conferência, a 27 de Junho do ano em curso, instaura dois processos crimes, em que são participantes o secretariado do comité municipal da UNITA, por actos de agressões física, danos materiais, fogo posto e ofensas corporais, que resultaram em morte, e a Polícia Nacional contra elementos da UNITA, por uso e posse ilegal de armas de fogo, concorrido com homicídio voluntário.
No que aconteceu no dia 26 de Maio, o inquérito do Ministério do Interior alega que a retirada de duas bandeiras levou com que os militantes do partido MPLA se revoltassem, originando os tumultos ocorridos, que resultou na morte de três pessoas e o ferimento de seis outras, duas delas por disparos de armas de fogo e as restantes por espancamento, dois dos quais efectivos da Polícia Nacional, alegadamente atacados por supostos simpatizantes da UNITA.
O líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, que também foi vítima da mesma emboscada, dissera em conferência de imprensa que com o resultado do inquérito apresentado, “ficou claro que o Ministério do Interior autoriza assassinar cidadãos quando em causa está a retirada de bandeiras”.
A UNITA denunciou anteriormente que na origem do caso estiveram elementos alegadamente afectos ao MPLA, dizendo por isso ter-se tratado de um caso de intolerância política.

Em comunicado de imprensa emitido a 12 de Julho, o Ministério do Interior revelou o envio do inquérito a Procuradoria-Geral da República, envolvendo deputados da oposição, em Benguela, para aprofundar os resultados e a “imprescindível” audição de “detentores de cargos políticos”, foi hoje anunciado.
No mesmo documento, o Ministério do Interior também recomenda à população a adopção de uma “conduta responsável de respeito à diferença” em actos que coloquem em causa “a ordem e tranquilidade públicas”.

Por orientação do presidente?

Duas semanas após o Ministério do Interior ter anunciado a conclusão do inquérito sobre o incidente em Cubal, a 1 de Julho, o presidente José Eduardo dos Santos orientou o aprofundamento das investigações do acto, isto na cerimónia de abertura da IV sessão extraordinária do Comité Central do MPLA.
Parecia que o Ministério do Interior havia concluído o seu trabalho, tendo distanciado o partido no poder aos acontecimentos, afirmando que o incidente ocorreu entre a UNITA e a população do Cubal.
Contrariando o Ministério do Interior, José Eduardo dos Santos lamentou os incidentes ocorridos na localidade do Cubal, província de Benguela, especificando o envolvimento de militantes da UNITA e do seu partido.
“Lamentamos os incidentes verificados no Cubal, província de Benguela, entre militantes da UNITA e do MPLA. As entidades competentes da polícia e do Ministério do Interior estão a tomar providências e informaram-me que estão a aprofundar o inquérito para determinar correctamente o que se passou”, anunciou na ocasião, José Eduardo dos Santos.
O presidente da República garantiu que “tudo deve ser feito para evitar que situações como estas voltem a acontecer. Ninguém deve fazer justiça por mão própria. Os cidadãos e pessoas colectivas, partidos políticos ou associações devem recorrer às autoridades quando alguém tentar violar ou violar de facto os seus direitos”.
Com estas orientações do “chefe”, o Folha8 questiona se o conteúdo do inquérito submetido à Procuradoria-Geral da República, na passada quarta-feira, foi feita para garantir a justiça sobre o ocorrido, ou será o mesmo, anunciado pelo director do Gabinete de Estudos, Informação e Análise do Ministério do Interior, comissário Aristófanes do Santos, a 27 de Junho, e que impõe dois processos crimes contra dirigentes da UNITA, que foram vítimas da emboscada?

No mesmo diapasão, perguntara em conferência de imprensa, o líder da bancada parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, entre várias questões sobre o inquérito, entre as quais “a quem o Ministério do Interior está a querer proteger?”.


Fonte: VOA
A Rússia diz ter expulsado dois diplomatas Americanos depois dos Estados Unidos terem feito algo semelhante, na sequência de um incidente envolvendo um diplomata americano e um guarda da segurança em Moscovo.
Um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo diz que os Americanos foram expulsos em Junho.
O comunicado do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Ryabkov diz que os funcionários da embaixada Americana em Moscovo foram declarados “persona non grata” por “activitidades incompativeis com o seu estatuto diplomatico," acusando-os de serem agentes da CIA.

A 17 de Junho os Estados Unidos tinham expulso dois diplomatas russos em resposta a confrontos em Moscovo entre a polícia russa e um diplomata americano.
Segundo o porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, os dois oficiais russos foram expulsos depois de um guarda russo ter atacado um diplomata americano à entrada da embaixada americana em Moscovo.
Um vídeo transmitido pela televisão russa NTV mostra um homem a sair de um táxi à porta da embaixada americana em Moscovo e imediatamente atacado por um guarda russo que saiu da sentinela, tendo os dois rolado pelo chão até o diplomata americano conseguir rastejar para dentro do edifício.
Kirby diz que o ataque ocorrido a 6 de Junho, aconteceu depois do diplomata se ter identificado ao guarda.

"A acção foi não provocada e colocou em perigo a segurança do nosso funcionário”,disse Kirby.

UNITA ARRASA VERSÃO OFICIAL

Adalberto da Costa Júnior, líder Parlamentar da UNITA


O Ministério do Interior de Angola (que é parte activa e integrante do Comité de especialidade do MPLA) veio a terreiro no dia 27.06, através do seu director do Gabinete de Estudos, Informação e Análise, comissário Aristófanes dos Santos, dizer o que todos esperavam. Ou seja, a culpa dos incidentais mortais em Benguela é da UNITA.

Fonte: F8
Texto de: William Tonet e Orlando Castro
Aristófanes dos Santos é dos melhores peritos que o regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, tem à sua disposição. Ninguém é tão eloquente ventríloquo e mímico. Finge que pensa, finge que fala, mas o que se ouve é a voz do seu patrão.
Assim, segundo o recado que mandaram Aristófanes dos Santos transmitir, “os militantes da UNITA é que provocaram a desordem, arrancando duas bandeiras do MPLA” e, como convém neste simulacro de democracia e de Estado de Direito, apresenta um rol de supostas testemunhas cuja credibilidade é inquestionável: são todas, mas todas, do MPLA.
Para abrilhantar a farsa, o regime ordenou igualmente que a comunicação social do reino ajudasse a difundir a mentira, convicto que está que uma mentira dita mil vezes acabará por se tornar verdade. Ledo engano.
Em exclusivo, o Folha 8 ouviu Adalberto da Costa Júnior, chefe da delegação a Capupa, Cubal, Benguela, e deputado da bancada parlamentar do Galo Negro.
Folha 8 – Qual o comentário que faz às declarações de Aristófanes dos Santos?
Adalberto da Costa Júnior – Tendo acompanhado ontem a conferência de imprensa efectuada por responsáveis do Ministério do Interior, ficamos com vontade de colocar algumas perguntas que nos ajudarão a perceber que o Inquérito afinal não esclareceu nada do essencial.
F8 – E quais são esses perguntas?
ADCJ – Afinal quem colocou em Cambulo as mais de 250 milícias que nos atacaram? O próprio Comissário Aristófanes adiantou este elevado número de atacantes! Quem os preparou? Quem os avisou da ida dos Deputados?
F8 – Como é que de desenrolou a questão das bandeira?
ACJ – A Comissão que fez o inquérito omitiu que as bandeiras do MPLA estavam colocadas na residência de um militante da UNITA. Não estavam nem em terrenos públicos, nem em terrenos pertencentes ao MPLA!
F8 – Certo. Mas foi a retirada das bandeiras que originaram os confrontos…
ACJ – Sim, segundo o Comissário Aristófanes os ataques deveram-se à retirada das bandeiras! Ora, como foi possível eles prepararem 8 quilómetros de emboscadas, em meia hora que foi o tempo que durou a retirada das bandeiras da casa do militante da UNITA e a minha ordem de as colocar lá de novo (apesar de termos toda a legitimidade em podermos retirá-las)?
F8 – Parece, de facto, uma argumentação pouco fiável por parte do Comissário Aristófanes dos Santos?
ACJ – Quem acredita que em meia hora se mobilizam 250 homens, armados com catanas, zagaias e flechas, porrinhos, com tempo de cortar árvores de grande porte e atravessá-las em vários pontos da estrada? Talvez o “speed gonzalez”, personagem do livro de quadradinhos, fosse capaz de tais movimentos simultâneos, mas impossíveis num mundo real.
F8 – Porque é que o Ministério do Interior está a proteger milícias, que existem ilegalmente e realizam ataques contra Deputados? A quem o Ministério do Interior está a querer proteger?
ACJ – Pois é. São muitas as perguntas e nulas as respostas. Junto, aliás, mais algumas questões: Quem são afinal os mandantes que obrigam a tão grosseiras montagens? A incorrer em riscos tão perigosos, como o exercício a que ontem assistimos e que não é mais do que um sério aviso de que ninguém, absolutamente ninguém estará seguro quando em causa estiverem interesses do partido no poder, habituado a tudo pisar e nada respeitar?
Todo este imbróglio, que só o é porque as autoridades angolanas não estão ao serviço do pais mas, antes, às ordens do MPLA, legitimam muitas dúvidas e interrogações.
Será que estes senhores, que nos serviram tão repugnante exercício de incompetência, reflectiram bem ao pretenderem ser juízes em causa própria? Pode o Ministério do Interior, que já nos tinha servido um Comunicado cheio de falsidades, voltar a efectuar outro triste trabalho, onde os atacantes foram juízes e onde se pretende julgar quem permitiu que hoje aqui estivéssemos vivos? Estes que agiram sempre dentro do mais absoluto rigor, a quem por mais que tentem não conseguirão imputar qualquer desvio ao Direito e à Lei.
Adalberto Costa Júnior pergunta: “Será que todo este triste exercício resulta do facto de terem falhado a missão e de estarmos vivos?”
E acrescenta: “Como é que um servidor público e um oficial da Polícia Nacional pode diferenciar o valor da vida e sugerir: “remeter à magistratura um processo crime aos autores dos disparos que causaram a morte de 2 cidadãos”; e nada remeterem contra quem atacou deputados e provocou o morte de um outro cidadão?”
Ao que parece, o Ministério do Interior legitima e autoriza que se assassine cidadãos quando em causa está a retirada de bandeiras, tal como dá cobertura a que deputados sejam atacados, desde que os parlamentares não sejam do MPLA.
Ao que tudo indica, o alvo do ataque de Capupa, era o Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA! Nesse contexto, a UNITA exigiu uma Comissão de Inquérito Multidisciplinar e o seu natural espaço de realização deverá ser a Assembleia Nacional.
Quando o Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA chegou a Luanda, foi por sua iniciativa recebido pelo Presidente da Assembleia Nacional e antes de realizar a primeira conferência de imprensa, também por sua iniciativa encontrou-se com o Ministro do Interior. Ambos solicitaram a entrega, por escrito, do relato efectuado. Este documento foi naturalmente entregue ao Presidente da Assembleia Nacional. Já a sua entrega ao Ministro do Interior mereceu alguma interrogação, pelo precedente de falsidades do comunicado do Ministério do Interior em Benguela. Ainda assim a UNITA decidiu-se pela entrega.
No mesmo âmbito o Presidente da UNITA escreveu ao Presidente da República e manteve também um encontro com o Ministro do Interior.
Há, de facto, muitas coisas que o Ministério do Interior ignora ou, deliberadamente, omite. Exemplos: Foras as armas recuperadas à polícia que permitiram resgatar da mão dos atacantes, 3 membros da delegação e também o polícia ferido pelos atacantes, que foi transportado numa carrinha dos membros da delegação da UNITA? Como é que os Deputados conseguiram atingir o carro da polícia que os trouxe depois? Saberá que os deputados tiveram de correr entre os atacantes e desviar-se de catanas e flechas? Os deputados depois de atingirem o carro da polícia, os agentes da polícia tiveram que abrir caminho a disparar e não foi sempre para o ar?

A versão de quem manda

Aristófanes dos Santos explicou que os disparos indiscriminados dos militantes da UNITA terão atingido mortalmente os cidadãos Faustino Catumbela e Sabonete Katchiendo, militantes do MPLA, de 40 e 42 anos, respectivamente.
Aristófanes dos Santos disse que ficou concluído que o cerne da questão, que terá dado lugar a toda estas situações, terá sido o facto de os militantes da UNITA terem removido duas bandeiras do partido MPLA, facto que levou os militantes do partido no poder a revoltarem-se, originando tumultos.
Aristófanes dos Santos
Tal situação, esclareceu, “culminou em agressões múltiplas entre as partes, utilizando objectos contundentes e de arremesso, acção que se generalizou, conforme referiu a maior parte dos declarantes nos autos”.
Aristófanes dos Santos referiu que os declarantes foram unânimes em afirmar que os dirigentes da UNITA, entre os quais o deputado Adalberto da Costa Júnior e a secretária municipal deste partido no Cubal pediram incessantemente que os efectivos da Polícia efectuassem disparos para o ar, com vista a afugentar os supostos agressores.
A comissão constatou que a situação relacionada a uma família que estaria a ser supostamente maltratada por outra na localidade de Cambulo era um assunto meramente familiar de sucessão de trono tradicional.
Segundo o comissário Aristófanes dos Santos, tal assunto deve ser tratado no fórum tradicional e não da responsabilidade dos partidos políticos.

Em função disso, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) no município do Cubal procedeu à abertura do processo-crime em que é participante o secretariado do comité municipal da UNITA, por actos de agressões físicas, danos materiais, fogo posto e ofensas corporais que resultaram em morte.
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