O MPLA - maior partido político angolano está claramente empenhado em cilindrar as demais forças políticas concorrentes às Eleições Gerais, aprazadas para agosto próximo.

A sua equipa de marketing político eleitoral está, ainda que titubeante, não só a inundar as redes sociais – com destaque para o facebook, um espaço então controlado pela CASA-CE, com imagens e mensagens poderosas a favor de João Lourenço (JL), cabeça-de-lista dos camaradas, mas também nos bairros, para, como os próprios dizem, fazer chegar a mensagem aos demais cidadãos sem acesso a internet.

É óbvio que os eleitores não votam para rostos bonitos ou como um determinado candidato posa numa sessão de fotos, mas segundo alguns especialistas em marketing político, esses itens são significativamente relevantes.  

Ora, como mandam as regras de estratégia eleitoral, se calhar por estar no governo, e daí servir-se das receitas públicas, o MPLA, do ponto de vista de marketing político, revela-se melhor preparado para o pleito eleitoral que se avizinha. Pois, para as eleições, os candidatos ou os seus respectivos partidos políticos devem criar tempo para pesquisas, tempo para organizar sua equipe, de conhecer os problemas da sua cidade, do seu bairro, de pensar propostas para resolvê-los, de procurar apoios, de fortalecer sua relação com o eleitor, de melhorar e fazer a comunicação sobre a sua gestão caso esteja no governo. Enfim, tempo para construir a sua vitória.

Portanto, à medida que a democracia vai se consolidando, as disputas eleitorais são cada vez mais complexas e competitivas. Eleição após eleição, os partidos políticos procuram profissionalizar suas campanhas incorporando novas ferramentas que melhorem seu desempenho eleitoral. Assim, a “intuição”, o “improviso”, o “voluntarismo” ou “faro político” que caracterizavam a organização das campanhas políticas tradicionais estão sendo complementados por técnicas mais modernas de planejamento e gestão de marketing.


Por exemplo, pode parecer insignificante, mas o MPLA é a única organização política que está a divulgar frequentemente a página de facebook de seu cabeça-de-lista, João Lourenço, onde este, alegadamente, interage com os eleitores. Até aqui, JL é o único candidato às eleições cujas fotos e vídeos estão a gerar debates nas redes sociais.
Inclusive, há membros de partidos na oposição a postar fotos e vídeos sobre João Lourenço, anexando mensagens adversas às imagens, mas tal está a conhecer repercussão contrária.
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Fonte: NJ/ Disputas Políticas

Vaticina-se que Paulo Catarro, jornalista português ao serviço da Rádio Televisão de Portugal (RTP) – África em Angola, há mais de 20 anos, passará, doravante, a desempenhar funções (ainda não tornadas públicas) na empresa Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL).

Segundo fontes, o jornalista luso tem sido visto frequentemente no edifício sede da petrolífera angolana, numa altura em que o mesmo já apresentou o seu pedido de demissão da referida televisão portuguesa.

“Vivi neste país os últimos oito anos no que foi uma experiência de vida sensacional tanto no aspecto profissional como pessoal. Aqui confirmei que é possível ser feliz com pouco, às vezes muito pouco! Agora chegou a altura de tentar novas experiências”, disse Paulo Catarro em sua conta de Facebook, tendo garantido já ter entregue a sua carteira profissional à instituição competente em Portugal.
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Fonte: Opais
João Lourenço chegou! Diz a anciã, eufórica, em pleno Cazenga, pedaço territorial da capital nascido para ver moldar a História. O 4 de Fevereiro, há mais de cinquenta anos, foi lá que desabrochou. É um marco de resistência, é uma forja de heróis. Para o MPLA, a conquista de Luanda começa ali.

Disputada praça eleitoral do país, Luanda, a megametrópole que acolhe perto de um terço da população total do país. Amanhã, 4 de Março, será dia de João Lourenço, o candidato a Presidente da República pelo MPLA, estar com os luandenses, falar para eles, transmitir-lhes a visão de um país a construir. Vai ser no Cazenga, numa opção que não resulta de um pim-pampum qualquer, mas antes de uma escolha cirúrgica, feita a dedo, pelo enorme simbolismo que a circunscrição encerra. Um sábado desde logo diferente, para ficar marcado a ferrete nesta caminhada que o partido da maioria vai fazendo em espantosa solidão, porque quem o deveria acompanhar – os partidos adversários – dormem o sono molengão que depois torna trabalhosa a tarefa da recuperação perto da meta.

Depois da Huíla, Lunda Norte e Bié, o candidato que o MPLA lançou para a missão de abrir caminho para a vitória eleitoral em 2017 «entende-se» com Luanda, a efervescente e complexa Luanda, que tem a arte de se transformar no caldeirão que melhor sintetiza o modo de ser e de estar do povo que nos dá identidade. É neste território, gigantesco o suficiente para desequilibrar qualquer disputa eleitoral, que se refinam a lealdade e a contestação, a controvérsia e o apoio incondicional, num esgrimir de argumentos que se faz a diário e sem precisar de momentos de mobilização partidária.

Nesta cidade enorme de fronteiras movediças, que todos os dias tem bairros novos para cadastrar e consegue ser o suplício eterno de quem a tenta domar pela arte da governação, é o lugar da política por excelência, porque o frenesi dos seus actos molda os munícipes para o debate, o reparo, a crítica, a opinião. É aqui que dificilmente o cidadão prescinde do seu direito à expressão livre, porque o fazer-se ouvir na espécie de selva de betão erigida apressadamente, tornou-se, ele mesmo, um modo de se lutar pela sobrevivência. Luanda não é um lugar qualquer, uma praça qualquer, uma tribuna qualquer.

Que se repesquem as memórias das primeiras eleições, vinte e cinco anos atrás, quando um certo movimento de guerrilha assentou arraiais na urbe e, logo logo, revelou dramáticos sinais de inadaptação. Não investiu na empatia, distanciou-se do povo e, pior, intimidou-o com tudo o que teve à mão – armas, discursos, más lembranças -, edificando uma espiral de ódio que só poderia terminar como terminou.


Angola ficou a conhecer o melhor exemplo daquilo que é proibido fazer quando se vai para uma disputa eleitoral! O MPLA demonstrou sempre estar muito acima destes desencontros e desalinhamentos, fazendo mesmo do enraizamento no seio das massas o seu trunfo essencial, o seu activo mais precioso. E amanhã, 4 de Março, será essa aura de conforto, essa mística que vem de longe, o espírito a reavivar por João Lourenço no emblemático Cazenga, num showmício que a organização espera vir a representar uma réplica à altura dos memoráveis banhos de multidão vividos na Huíla e no Bié. Porque este tipo de concentrações populares permite leituras para dentro, «fala» para o interior do partido, mas tem também a missão de mostrar aos «outros» a força avassaladora com que se conta, com que se vai à luta. Cazenga é, pois, um acto político de massas com missão laboratorial!
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O partido Bloco Democrático (BD) – rebento primogénito e por enquanto unigénito da Frente para Democracia (FpD), esta que acabou extinta por não atingir os 0,5 por cento dos votos escrutinados nas Eleições Legislativas de 2008, está numa encruzilhada que não só a inteligência (pois é conhecido pela sua nata intelectual) o poderá salvar o couro, mas sobretudo a honestidade e acções concretas que visem o interesse dos militantes em detrimento do ego individual que caracteriza alguns dirigentes.

Ora, os manuais científicos indicam que só se alcança com perfeição o objecto que se busca ou se investiga se se tiver em conta todas as variantes com «realismo ou honestidade». Dito isso, olhando para os factos com lisura, percebe-se que o Bloco Democrático, liderado por Justino Pinto de Andrade, está longe de poder atingir os 0,5% dos votos às Eleições Gerais que se avizinham, caso nela concorra, porque, na verdade, as eleições se preparam muito antes de elas chegarem, e o BD pouco ou nada fez para as preparar.   

Infelizmente para os seus militantes, o partido será concomitantemente extinto se ficar de fora da corrida eleitoral, por não ter participado nas eleições-gerais de 2012, segundo a Lei n.º 22/10 de 3 de Dezembro que no seu artigo 33º, no ponto 4, alínea b), estabelece que o partido político que não participar, por duas vezes consecutivas, isoladamente ou em coligação, em qualquer eleição legislativa ou autárquica, com programa eleitoral e candidatos próprios poderá ser extinto. A sua alínea c) alerta que também são passíveis de extinção, os partidos que a redução do número de filiados se torna inferior ao estabelecido no n.° 1 do artigo 14.° da lei supra.

O que fazer então? No nosso entender, para bem de Angola, dado o facto de o país precisar da existência de organizações políticas como o Bloco Democrático (BD) para o reforço da ainda ténue democracia, sugerimos que, para escapar da afiada espada da extinção às mãos do Tribunal Constitucional, os «bloquistas» se juntem a uma Coligação Eleitoral, nem que seja por uma questão ocasional.
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Fonte: Angop/ Disputas Políticas

Os partidos políticos devem ter uma intervenção mais activa para comunicar aos cidadãos as suas ideias e os programas eleitorais, se possível através das redes sociais, recomendou nesta quarta-feira, em Luanda, o jornalista angolano Ismael Mateus.

Ao dissertar o tema "A mídia e eleições", no fórum sobre "O papel da sociedade civil e da mídia", no âmbito das eleições gerais de 2017, lamentou o facto de, há poucos meses das eleições, não serem conhecidos os programas dos partidos.

Considera necessário que os principais actores políticos, da administração eleitoral e da sociedade civil tenham um entendimento claro e consensual quanto ao papel da mídia.

Entende que num processo eleitoral, a mídia serve para a formação de uma consciência política dos cidadãos, fornecendo-lhes informações para que tenham a noção do cenário político e, desta forma, votem em consciência.

A esse respeito, Ismael Mateus afirmou que há "inexistência no país de uma cobertura eleitoral que se possa considerar imparcial, mesmo estando já em pré-campanha".

A seu ver, "não há evidências, quer do ponto de vista da diversidade da vida política, quer dos equilíbrios informativos".

O profissional entende que a mídia deve servir para veicular as ideias dos partidos políticos concorrentes ao pleito eleitoral, para que tenham a oportunidade de espelhar as suas opiniões e dizer o que pensam e quais as suas propostas para o país.

A mídia, fundamentou, é um actor positivo na prevenção de conflitos, pois não basta divulgar as ideias e possibilitar que os cidadãos formem a sua opinião, mas é preciso agir sobre as diferentes áreas da sociedade, para que se previnam os conflitos.

A propósito, sugeriu a criação de mecanismos que permitam a expansão dos órgãos de comunicação social pelo país, no sentido de facilitar o acesso à informação aos cidadãos.

Defendeu a criação de programas de educação cívica dos cidadãos, no sentido de levá-los a conhecer a vida político partidária e perceber como funciona o mecanismo de escrutínio e o valor do seu voto para a vida do país.

Promovido pelo Instituto Angolano de Sistemas Eleitorais e Democracia (IASED), em colaboração com o Sindicato dos Jornalistas de Angola (SJA), o encontro abordou ainda os temas "Processo de registo eleitoral", "Educação cívica eleitoral" e "Observação eleitoral doméstica e internacional".

O mesmo visou a discussão de um conjunto de princípios e valores que devem assentar a participação da sociedade civil.

A ideia é promover e advogar a transparência e a credibilidade do processo eleitoral, perante ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), os partidos políticos e candidatos, bem como a comunidade internacional e o eleitorado.


Participaram o presidente da CNE, André da Silva Neto, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, deputados da Assembleia Nacional, representantes de partidos políticos, de igrejas e da sociedade civil. 
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Eduardo Kwangana - presidente do PRS
O presidente do Partido de Renovação Social (PRS), Eduardo Kwangana, está à frente da referida organização política mais de 25 anos, ou melhor, desde a fundação do partido, a 18 de novembro de 1990.

De lá para cá, segundo fontes do interior do partido, Eduardo Kwanga foi eleito presidente do PRS durante a Primeira Conferência (único conclave com múltiplas candidaturas), em 1990/91, ao qual cilindrou os demais concorrentes.

Após mais de 25 anos à frente do partido e a concorrer a solo pela sua liderança, Kwangana passou alegadamente a desenvolver atitudes menos cortês: como arrogância, violação sistemática dos estatutos, desobediência às decisões tomadas pelo Comité Nacional (órgão deliberativo do partido), bem como agindo ao seu bel-prazer.

Sapalo António - aspirante a presidente do PRS
No entanto, será que as características alegadamente adoptadas por Eduardo Kwangana ao longo dos seus 26 anos à frente do 4º maior partido angolano, são suficientes para considerar o homem de Ditador? Para melhor respondermos a questão, consultemos os guias de história e política.

Ora, os manuais de história-política garantem que o «Ditador era o título de um magistrado da Roma Antiga apontado pelo senado romano para governar o Estado em tempo de emergências». No sentido moderno, refere-se a um governante absolutista ou autocrático que assume solitariamente o poder sobre o Estado (apesar de o termo não ser aplicado a monarquias absolutistas).

Continuando, «os ditadores romanos eram geralmente apontados por um cônsul e eram investidos de avassaladora autoridade sobre os cidadãos, mas eram originalmente limitados por um mandato de seis meses e não possuíam poderes sobre as finanças públicas. Sula e Júlio César, entretanto, aboliram estas limitações e governaram sem estas restrições. Os romanos abandonaram a instituição da ditadura após o assassinato de César». De lá para cá, a nível mundial, a ditadura deixou de ser uma instituição e passou a ser adoptada por indivíduos, que usam toda máquina do Estado de acordo a sua vontade.

Segundo algumas pesquisas modernas de psicologia, o poder de facto tem um efeito sobre a psique de quem o exerce. O exemplo mais famoso é do Experimento da Prisão de Stanford em 1971.
Já Bruce Bueno de Mesquita, cientista político norte-americano, advoga em seu livro intitulado: “O manual do ditador”, que “o interesse pessoal, e não o bem comum, é o que move um governante e os ditadores”. Quase ao mesmo diapasão, Felipe Asensi, doutor em sociologia, define o ditador como “aquele que busca tomar decisões e impô-las sobre as demais pessoas sem qualquer diálogo. Com frequência, tais decisões vêm acompanhadas de um forte grau de injustiça e intolerância, afastando-se radicalmente de características mais democráticas”.
No caso vertente, o que faz o político angolano Eduardo Kwangana? O mesmo é presidente do Partido de Renovação Social (PRS) há mais de 25 anos. Tem concorrido a solo à liderança da organização. Blindando os seus próprios interesses, com acções, menospreza as decisões tomadas pelo Comité Nacional, recusando-se a convocar o IVº Congresso Ordinário do partido, por alegadamente perceber que haverá concorrentes que estão realmente dispostos a puxá-lo ao tapete.
Portanto, qualquer semelhança entre os actos de Eduardo Kwangana e as definições de ditadura enunciadas, se calhar não é mera coincidência.
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Bento Kangamba, secretário itinerante do maior partido angolano, ameaça processar juiz que o investiga em Portugal.

 

Investigado em Portugal por lavagem de dinheiro e fraude fiscal, Bento dos Santos Kangamba quer processar o juiz Carlos Alexandre por prevaricação e abuso de poder, por, alegadamente, este não ter arquivado um processo contra si que corre em Portugal.
De acordo com uma notícia avançada ontem à noite pela Sic Notícias, Bento Kangamba apresentou um recurso no Tribunal da Relação acusando Carlos Alexandre de prevaricação e abuso de poder, isto porque “o juiz já deveria ter ordenado ao Ministério Público o arquivamento do processo”.
No recurso, o general apresentou duas justificações para o encerramento do processo: o facto do braqueamento de capital pressupor que haja um crime precedente explicando a origem ilegal do dinheiro, o que, na versão de Bento Kangamba, não existe; e o facto da fraude fiscal, a ter sido praticada, não foi em território português.
O canal de televisão português lembra, contudo, que o pedido de arquivamento é estranho, isto por que a decisão de arquivar ou acusar um processo não é da competência de um juiz de instrução, mas sim do Ministério Público.
Além disso, há um outro aspecto que pode comprometer as intenções de Kangamba, uma vez que o recurso foi dado ao desembargador Antero Luís, que em Setembro de 2016 queixou-se ao Conselho Superior de Magistratura de Carlos Alexandre, num caso relativo a outro processo. Tendo isso em conta, o Ministério Público português está convencido que Antero Luís não terá imparcialidade necessária para decidir sobre o recurso, devendo, por isso, ser afastado do caso.
Esta não é a primeira vez que Bento Kangamba ameaça o juiz português. No ano passado, o general prometeu apresentar uma quixa-crime contra o juiz, que em 2014 ordenou a apreensão preventiva das suas contas bancárias e propriedades em Portugal. O arresto dos bens foi decretado como nulo pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) em Fevereiro de 2016.
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