Abel Chivukuvuku
Por Hélder Mavenda

Com base nos dados que temos, Abel Chivukuvuku, presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), nasceu a 11 de Novembro de 1957, no município do Bailundo, Província do Huambo, República de Angola.

A análise de fórum astrológica que se pode fazer é limitada por falta da hora de nascimento, mas ainda assim acreditamos alcançar a volta dos 70% dos nossos objectivos. Por falta de espaço abordaremos aspectos de maior importância.

Abel Chivukuvuku nasceu sob regência do signo de Escorpião com o sol a 18º. O sol no signo de Escorpião sugere, um indivíduo determinado, astuto, raramente passivo ou neutro diante de alguma coisa, profundo, reservado e misterioso e com capacidade de assimilar todo aquele conhecimento que provem não da lógica, mas sim dos sentimentos e das emoções.

O caracter de um escorpião faz-nos lembrar a história da Fénix – a ave sagrada no antigo Egipto que se jogava na pilha funerária, onde queima e morre, depois volta a nascer das cinzas.

Esta morte e renascimento simbólicos remete-nos pois ao princípio cíclico da natureza e que o escorpião vive com mais intensidade, ele consegue sair do nada para a glória e o exemplo disso, temos o Lula da Silva, ex-presidente brasileiro, que embora de origem humilde e com baixo grau de escolaridade conseguiu operar grandes transformações (escorpião) políticas, económicas e sociais.

Perseu, figura mitológica e uma das vias para entender o signo escorpião, que enfrenta a medusa, um monstro em forma de mulher que quando olhada de frente petrificava o observador, mas Perseu usando de vários instrumentos atribuído pelos deuses, entre eles o espelho de Atena, conseguiu derrotá-la, cortando sua cabeça que serviu de arma para outros combates e fez nascer Pegasus – o cavalo alado.

Este é o karma de escorpião – enfrentar o demónio (medusa) no subconsciente individual ou colectivo só depois de vence-los, não eliminando-os totalmente mas transformá-los, poderá alcançar altos níveis de iluminação (Pegasus) e se tornar imbatível nos combates a posterior petrificando os seus inimigos com os demónios transformados em anjos.

Para entender Astrologia é preciso compreender o mundo do simbolismo. Plutão, regente de Escorpião se encontra no signo sugere uma purga (Plutão) nas estruturas que sustentam a sociedade, Chivukuvuku pode personificar este princípio.

O maior ponto forte no mapa de Abel Chivukuvuku é o mesmo que o presidente José Eduardo dos Santos, ambos têm um stellium nos seus signos solares.

Dos Santos tem o sol, Mercúrio, Marte e Pepturno no signo de Virge, e o vemos constantemente a ser referenciado pela sua análise, economia nas palavras e espírito perspicaz. Já Chivukuvuku, que tem o mesmo stellium no signo de Escorpião é referenciado pela sua coragem, determinação, pela sua capacidade de sobrevivência e a sua visão transformadora da sociedade.

Este stellium está a ser bem aspectado por um trígono de Plutão em trânsito no signo de Capricórnio. Outro ponto forte de Abel Chivukuvuku é de ter nascido no mesmo dia do mês que nasce Angola como estado independente, este posicionamento favorece Chivukuvuku, numa abordagem sinastrica, ele e os angolanos têm espíritos afins, mas o convívio quotidiano poderá lançar à luz algumas rivalidades.

A Lua no signo de Gémeos a 28º e na casa X do mapa de Angola sugere um indivíduo com uma grande capacidade intelectual, leitor voraz, versátil e adaptável, capaz de exprimir o sentimento do colectivo através da palavra escrita ou verbal, pode ser visto como uma mãe pedagoga.

Júpiter em Balança e na casa II de Angola em conjunção com Plutão e Vénus natal sugere um indivíduo elegante, sincero, doméstico, refinado e idealista, de bom gosto, através do seu discurso ganha muita popularidade e expansão social, um instrumento forte no combate a promiscuidade nos relacionamentos, nos negócios e constituiria uma grande abertura para uma economia mais socializante.

Os astros dão-nos uma inclinação mas não obrigam, os factores positivos no mapa de um indivíduo só serão usados positivamente se saber usar o livre arbítrio.


Se Chivukuvuku conseguirá atingir os seus objectivos, não se pode garantir, mas sabemos que para um escorpião, que conhece a vida nua e crua, o remédio que cura é amargo.

Fonte: DP/Público

“A Hillary odeia os católicos, mas finge que não”, acusou Donald Trump, candidato à Presidência dos EUA, durante um jantar de angariação de fundos, realizado pela igreja liderada por Papa Francisco.

O candidato republicano denunciou, sem no entanto, saber sustentar tal tese. “A Hillary odeia os católicos”, ficou por aí. Melhor preparada, Clinton criticou Trump pelos pronunciamentos xenófobo, machista e pela sua relação estreita com o presidente russo, Vladimir Putin.   

No caso vertente, os dois candidatos à presidência americana estiveram quinta-feira na angariação de fundos em que era suposto dizerem piadas um sobre o outro. Trump foi fiel a si mesmo e chegou a ser apupado, Hillary foi mais contida, mas não se coibiu de o atacar várias vezes.

Como diz o diário The Washington Post estavam à partida reunidas as condições para que um jantar de beneficência em Nova Iorque, recheado de importantes (e ricos) convidados, se transformasse noutra coisa. É que entre esses convidados sentados à mesa estavam Hillary Clinton e Donald Trump, apenas um dia depois do último e acalorado debate televisivo entre os dois candidatos à presidência americana. E a isto é preciso juntar o facto de se esperar de ambos que falassem e que, durante essa breve intervenção, dissessem piadas um sobre o outro.

Trump, o primeiro a subir ao púlpito, pareceu ter confundido o contexto em que discursava - o que disse estava mais para um comício republicano com a sua marca inconfundível do que para um jantar destinado a angariar fundos para organizações de caridade católicas que apoiam crianças - e fez uma série de acusações a Clinton. E se a resposta da sala passou algumas vezes por risos e gargalhadas, outras houve em que o candidato republicano foi apupado. 

Como nestas: "Hillary é tão corrupta que foi corrida da Comissão Watergate [criada para a investigar o célebre escândalo político que envolveu a Administração Nixon na campanha presidencial de 1972]. Quão corrupto é preciso ser-se para ser corrido da Comissão Watergate?", perguntou, referindo-se também a um alegado desvio de fundos destinados ao Haiti na Fundação Clinton. "Aprendemos tanto com o WikiLeaks. Aprendemos, por exemplo, que Hillary acredita que é vital enganar as pessoas tendo uma política em público e outra completamente diferente em privado… E aqui está ela esta noite, em público, fingindo que não odeia os católicos", acrescentou, num jantar presidido pelo arcebispo de Nova Iorque, Timothy Dolan. Os convidados não gostaram.

Clinton arrancou menos risos à audiência, mas não entrou no jogo mais agressivo de Trump, ainda que não tenha deixado de o criticar, fazendo referência, por exemplo, aos seus frequentes comentários machistas ou xenófobos e à sua estreita relação com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Procurando cumprir as expectativas - por regra destes jantares que têm um democrata por patrono, Alfred E. Smith (1873-1944), antigo governador de Nova Iorque e também ele candidato à presidência - a ex-secretária de Estado não dispensou a autoironia: "Este evento é tão especial que eu resolvi fazer uma pausa no meu rigoroso horário da sesta… Eu estar aqui é também uma espécie de guloseima para todos vocês - é que eu costumo cobrar muito dinheiro por discursos como este."

Mais à frente haveria de acrescentar: "As pessoas dizem, e eu já as ouvi dizer, que eu sou muito aborrecida quando comparada com Donald, mas eu não sou nada aborrecida. Eu fui a alma de todas as festas em que estive, e eu já estive em três."

É claro que, mesmo sem entrar no registo do adversário, Trump foi o seu alvo preferencial: "E porque este jantar é por uma causa tão nobre, Donald, se em algum momento não gostar do que eu estou a dizer, não se coiba de se levantar e gritar 'errado!' enquanto eu falo [algo que o republicano fez recorrentemente nos debates televisivos]." Os mesmos debates em que a candidata diz ter demonstrado a sua energia, algo que o seu oponente republicano diz que ela não tem. "Tive de ouvir Donald durante três debates inteiros e ele ainda diz que eu não tenho resistência… São quatro horas e meia. Agora eu já posso dizer que já estive ao pé de Donald Trump mais tempo do que qualquer um dos seus directores de campanha."


"É óptimo estar aqui com mil pessoas maravilhosas, aquilo a que eu lhe chamo habitualmente um pequeno, íntimo, jantar com alguns amigos. Ou como Hillary lhe chama, a sua maior audiência esta temporada", dissera por seu turno o multimilionário, momentos antes, brincando com o arcebispo de Nova Iorque, numa das suas poucas tiradas que não tinham a adversária democrata como alvo. "Como sabem, eu e o cardeal Dolan temos algumas coisas em comum. Por exemplo, ambos dirigimos propriedades impressionantes na 5.ª Avenida. É claro que a dele é mais impressionante do que a minha", disse.
Presidente da República, José Eduardo dos Santos
Por Redacção


O presidente da República e comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolas (FAA), José Eduardo dos Santos, foi um dos poucos chefes de Estado com mais de 30 anos de poder ininterrupto que resistiu às manifestações turbulentas, desencadeadas em 2011, à escala global.

Destas terríveis manifestações populares – que foram inicialmente pacíficas, denominadas “Primavera Árabe”, caíram temíveis presidentes como Mouammar Kadhafi, Mohammed Hosni Moubarak – ambos tidos como mais fortes, estrategas e astutos em relação ao chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos. Ledo engano.

Ora, as supracitadas manifestações de massas tiveram início na República da Tunísia, em simples gesto de solidariedade a um jovem licenciado que se ateara fogo, frente ao Comando de Polícia local, motivado pela falta de emprego, mas sobretudo, pelo facto dos operacionais da ordem e tranquilidade públicas, terem apreendido os produtos alimentares que o rapaz vendia, tendo inclusive, condicionado a devolução da mercadoria em troca da “famosa gasosa”.

O mero acto de solidariedade se transformou numa manifestação em grande escala contra o poder absoluto e ininterrupto do presidente Abidine Ben Ali. Obviamente mais veloz do que quaisquer vírus mortíferos, o resultado (positivo) do protesto tunisino estimulou cidadãos de outras paragens – também governados por um mesmo indivíduo há mais de 20 anos, a atitudes similares aos registados na Tunísia.

Primavera foi contraproducente para outros Estados

Porém, se é verdade que as manifestações na República da Tunísia fizeram poucas mortes e proporcionaram o nascimento de um país mais dialogante e parcialmente mais democrático, já não o é nos países que seguiram o mesmo caminho a posterior.

Hoje, boa parte dos sírios, líbios e alguns poucos egípcios arrependem-se da ousadia. Claro que as mortes registadas nas referidas circunscrições, deveram-se ao apego egoísta e cego ao poder por partes dos líderes – Moubarak (Egipto), Kadhafi (Líbia) e Assad (Síria), este último, ainda disfruta o sabor da vida no comando de seu país, graças ao apoio directamente assistido pela Federação Russa, pelo contrário, o Ocidente o derrubaria apenas com um sopro.

Tal como Assad, os presidentes das Repúblicas da Líbia e do Egipto, cujos juramentos similares, aquando das tomadas de posse como chefes de Estado, incidiram na promessa de cumprir e fazer cumprir as Constituições dos seus países, revelaram-se nuns autênticos desastres, no campo da protecção da vida humana.

Aos actos de repúdio e decidida vontade popular de os ver saltar do poder, ambos chefes de Estado, responderam de forma letal, causando a morte de milhares de cidadãos. Uma postura que contrasta às políticas económicas e sociais levadas a cabo por ambos, em seus países.

Com discernimento: Dos Santos resistiu ao fenómeno   

Pese embora as manifestações tenham início na zona norte de África, a verdade é que tal contagiou outras paragens do continente e não só.

Na República de Angola, por exemplo, o estadista José Eduardo dos Santos, só se mantém ao poder desde 1979 até aqui, por ter sabido lidar com o fenómeno de manifestações vindo do norte africano.

Como ficou cediço, as potências mundiais, ajuntadas na NATO, passaram a fornecer apoio material ou a intervir militarmente nos países onde as forças de defesa e segurança, sob ordens dos governantes, disparavam letalmente contra os seus próprios cidadãos, pelo simples facto destes manifestarem descontentamento pelos largos anos de governação de uma só pessoa.  

Obviamente estando na mesma condição de Kadhafi e Moubarak, quanto ao exercício de poder, José Eduardo dos Santos, presidente angolano, não escapou ao fenómeno que fez cair regimes fortemente armados. Mas, diferente destes, Dos Santos não autorizou ao linchamento dos protestantes, mas também não os poupou.

Para desencorajar manifestações populares, as autoridades angolanas alegadamente contrataram um bando de caenches que se consideravam defensores da “pátria”, cujo objectivo era o de espancar todo e qualquer cidadão que ousasse protestar pela falta de água, luz eléctrica, bem como os longos anos de exercício de poder de José Eduardo dos Santos, etc.

Na verdade, ninguém morreu em consequência das constantes surras, mas o país ganhou mais gentes ferida, deficientes físicos e nalguns casos, mental. Foi uma estratégia agressiva, mas não letal.

Para o bem ou para o mal, Dos Santos se mantém no poder. O país continua aparentemente estável e há indicadores claros de que deixará o cadeirão máximo da República, de forma serena, antes das eleições de 2022.    

Gualter Franklim

Por Gualter Franklim


Etimologicamente a Republica Democrática do Congo situa-se a norte com a República Centro-Africana e com o Sudão do Sul, a leste com Uganda, Ruanda, Burundi e a Tanzânia, a leste e a sul com a Zâmbia, a sul com Angola e a oeste com o Oceano Atlântico.

A República Democrática do Congo (RDC) é um dos países africanos que sofreu com as práticas do imperialismo e, depois de independente, passou por conturbados processos de consolidação da ordem política. Depois de anos de ditadura pós independência, o país sofreu um golpe de Estado, ora e os processos para o seu desenvolvimento passou a ser um sacrifício, desde então os blocos ascenderam e expandiu-se as bolsas de resistências e fratricidas redes de milícias, muitas delas vindas de países vizinhos como o Ruanda o Burundi, a Republica Centro Africana, o Uganda e o Sudão.

Porém, a RDC tem esta adversidade de Regiões dentro do seu Estado que formam em grandes milícias, muitas das vezes juntando-se ou a formarem Partidos Políticos para manter alguma autonomia local, mas criando desde já os seus bastiões de guerrilha. É um processo longo e de natureza Regional, porque já não fica apenas com os Congoleses, porque com os passos anteriores não tiveram sucessos.

Estas bolsas de resistência que desestabilizam o País, normalmente são sim do conhecimento das entidades oficiais, visto que nos anos passados o governo do Ruanda reagiu à presença de tropas angolanas no Congo, fazendo que dois regimentos seus atravessassem a fronteira para apoiar os rebeldes baniamulenges.

Os governos de Uganda e Burundi também comprometem seu apoio aos rebeldes. Já o governo da Zâmbia, por sua vez, decidiu apoiar Kabila. Daí teve o início do que ficou conhecido como a Grande Guerra da África, que se estende até hoje e já matou quase 6 milhões de pessoas.

Preocupado com a internacionalização do conflito na altura, o presidente Mandela, da África do Sul, iniciara um processo de negociações que levou à convocação de uma conferência entre todas as partes. Reunidos em Victoria Falls, Zimbábue, representantes dos seis países envolvidos (Congo, Angola, Zâmbia, Uganda, Ruanda e Burundi) apenas conseguiram, em setembro de 1998, um acordo de cessar-fogo em que cada parte mantivesse suas posições.

Mas, logo em seguida, o líder dos baniamulenges, Bizima Karaha, declarou que suas tropas continuariam combatendo. Foi assim que Laurent Kabila voltou ao Congo advertindo à população a uma guerra longa e com os seus vizinhos que atropelam o País. Ora, foi apenas um passo deste processo que continua incógnito, porque além das alegadas pragas Regionais eis desde já um novo rumo tomou conta da conturbada vida política local com a atual crise política fruto da teimosia do ainda chefe de Estado, Joseph Kabila, que ao terminar o seu 3º mandato, ainda sonha em ficar à frente dos destinos do País.

Poderá haver golpe de Estado

Nesta nova onda de instabilidade na RDC pode ser apenas o início da fragmentação do país e de mais violências. A insatisfação das Populações perante os indícios do Presidente Kabila em arrastar mais um mandato, demonstra que é crescente e há risco de haver um golpe militar e o renascer das pilhagens dos grupos étnicos que desenvolve-se progressivamente com o objetivo de tomar o Poder.
CIRGL

Nestas sondas de crise, nunca trouxe uma estabilidade coesa que permitisse ao ainda Presidente Kabila governar com solidez e eficácia, de modo que desenvolvesse os sectores chaves, como Economia, Defesa, Saúde, Educação e o vasto quadro de deslocados.

No âmbito regional, desenvolve-se uma vasta operação de cooperação para que as partes em conflito neste caso o governo e a oposição, encontrem um mecanismo comum para o entendimento e o predomínio de uma lógica necessária.

Contudo, decorrem conversações de mediações o que levou ao Presidente Kabila enviar para Angola o seu ministro de Negócios Estrangeiros, o Sr. Jean-Claude Gakosso, ele que afirmara que a situação no seu país é urgente e instável. Sendo Angola e o Congo Brazzaville, países vizinhos e com grande influência nos seus actores políticos, neste caso, o presidente Sassou Nguesso mostrou-se empenhado e desenvolveu um diálogo com a oposição para posterior estabelecer uma estrutura de conversações ainda no âmbito regional.

Já a diplomacia angolana, sob a égide do Presidente Eduardo dos Santos, desenvolve com as estruturas do governo de Joseph Kabila, uma solução sólida para saída da crise política. Por outro lado é preciso que os mediadores sejam paradeiro de todas as partes desavindas. Outra grande preocupação é o distanciamento dos principais rostos da oposição, Etienne Tshissekedi de 83 anos de idade, Moise Katumbi de 51 anos.

Agora resta saber se os dois principais candidatos irão aceitar, qualquer que seja o resultado destas conversações ou provocar um outro conceito de diálogo com algumas exigências. Todavia, Joseph Kabila não terá a vida facilitada, porque a oposição mesmo dividida, continua a beneficiar da insatisfação popular que marcou o mandato presidencial que chega ao fim.

A referida oposição insiste que a Comissão Eleitoral Independente é dirigida por um amigo próximo ao Presidente Joseph Kabila, por isso mesmo, desconfia da sua transparência. Oficialmente, o mandato do Presidente Joseph Kabila termina a 20 de dezembro.

Nos termos da Constituição, Kabila não pode ser eleito novamente. O calendário eleitoral inicial previa a eleição de um novo chefe de Estado a 27 de novembro. Mas a data não pode ser cumprida, segundo a Comissão Eleitoral, porque só a agora começou a rever o registro dos eleitores. São necessários por ai 18 à 20 meses para completar o processo.

O Tribunal Constitucional já confirmou que Kabila pode permanecer no poder até à realização de eleições, algo que a oposição não concorda.

Normalmente as acções de manutenção de paz quer da União Africana quer da SADC e da Região dos grandes lagos, tem tido grandes retrocessos, na falta da implementação rigorosa dos Países vizinhos que instigam de certa forma os grupos rebeldes, dando origem as correntes linhas de instabilidades.

Estes grupos, como o Movimento 23 de Março ( M23), May may, o Exército da Resistência do Senhor (LRA), entre outros, continuam vivos e totalmente implantados no território Concolês. De recordar que as Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR remanescentes das milícias hutus Ruandesas), cuja atuação é facilitada pela permeabilidade das fronteiras Congolesas.

As Republicas do Uganda e Ruanda são acusadas de ingerência externa. Ambas beneficiariam da exploração ilícita dos recursos naturais do leste do Congo e manteriam influência política sobre o país vizinho, fornecendo armamentos e mesmo apoio militar directo a grupos rebeldes nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul.

Tal é a fragilidade dos condores Regionais e das instituições na RDC. Contudo, uma década de guerras teve profundas consequências para o país. Kinshasa, a capital do Poder político e econômico, continua sem ter controlo total sobre certas regiões do território nacional, especialmente nas províncias do leste, distantes da capital.

Em decorrência, a atuação de grupos armados continua a ser um fator desestabilizador, relacionado à disputas étnicas por terra e recursos naturais. Estupros em massa, pilhagens e recrutamento de crianças soldado escapam do controle do Governo, sendo em alguns casos cometidos pelas próprias forças armada locais.


Rui Tavares

Por Rui Tavares
Fonte: Público

A campanha de Trump ainda tentou conter os danos declarando que aquele diálogo não passava de “fanfarronice de balneário”, algo que no fundo todos os homens fazem. Não melhorou a situação.

Nova Iorque, EUA. — Há duas semanas os apoiantes de Hillary Clinton estavam, como relatei aqui, numa situação de pré-pânico. Neste momento, e escrevo a poucas horas do segundo debate presidencial norte-americano, estão em pré-euforia. A principal preocupação dos clintonistas já é mesmo que o candidato republicano, Donald Trump, não desista.

O que mudou foi, como toda a gente já sabe, a revelação de um vídeo de 2005 em que Donald Trump descreve a sua abordagem perante as mulheres que o atraem fisicamente: beijá-las sem autorização e agarrá-las pelas partes íntimas. Não no sentido metafórico de que se pode dizer de um homem que está “agarrado pelos tomates”, mas no sentido real de quem se gaba de o poder fazer porque é, como ele próprio se define, “uma estrela”.

Nas primeiras horas após rebentar a bomba, a campanha de Trump ainda tentou conter os danos declarando que aquele diálogo não passava de “fanfarronice de balneário”, algo que no fundo todos os homens fazem. Não melhorou a situação. Essa naturalização é precisamente o que é intolerável para todas as mulheres (e, já agora, insultuoso para os homens que não se comportam como Trump).

Um bom barómetro da gravidade do caso foi então a reação das televisões. Passado um par de horas todas falavam do caso e repetiam o vídeo. Todas? Não. A FoxNews, de direita ultra-conservadora e aliada de Trump, dava todo o tempo de antena a um furacão, que acompanhou em exclusivo até bem depois de ser desprovido a mera tempestade tropical. Nos outros canais, os raios e trovões ficaram para Trump. Quem falava dele, atacava-o. Quem o queria defender, primava pela falta de comparência. Quem não o queria defender, renegava-o em público. As deserções entre republicanos começaram na sexta, avolumaram-se no sábado e ainda não pararam até domingo, — agora com os apelos a que ele desista e deixe o Partido Republicano sobreviver.

Relembremos que estas eleições nos EUA são decisivas para bem mais do que um mandato presidencial de quatro anos. Está em jogo o poder de nomear o juiz decisivo no Supremo Tribunal e, com essa nomeação, decidir o rumo conservador ou progressista da jurisprudência constitucional por uma geração. Está em jogo o Senado e talvez até a Câmara dos Representantes. Está talvez em jogo o sistema internacional.

E é isso que torna tão hipócrita a debandada dos republicanos que criaram o solo fértil de reacionarismo no qual Trump pegou de estaca. Ouviram Trump dizer que os mexicanos eram violadores, que os negros americanos viviam pior do que no tempo da escravatura, que a Arábia Saudita deveria ter armas nucleares, que deveria haver “uma forma de castigo” para as mulheres que fizessem abortos. E aplaudiram ou ficaram calados, enquanto esperavam que Trump os levasse a uma maioria no Congresso e a dominar o Supremo Tribunal por mais trinta anos. Só quando ele deixou de ser uma boia e passou a ser um peso é que deram umas braçadas para não se afundarem com ele.


E foi assim que, nas primeiras 36 horas após a revelação do vídeo, Donald Trump só teve um político a defendê-lo: Nigel Farage, esse mesmo. O cavaleiro do Brexit confirmou a uma televisão que “Trump não está a concorrer para papa” e que também ele e os seus companheiros do UKIP se gabam entre si do mesmo tipo de comportamentos. Percebe-se então porque há uns tempos se esforçaram tanto para alarmar a população contra os refugiados que alegadamente poderiam apalpar mulheres nas cidades ocidentais. Pelos vistos, não queriam imigrantes a fazer o trabalho que ainda consideram vergonhosamente deles.
Bento Kangamba
Fonte: JA

A UNITA tem dificuldade em admitir que apesar da conjuntura económica adversa o país regista progressos em vários domínios, disse no sábado, em Luanda, Bento Kangamba.

O dirigente do MPLA acusou o líder da UNITA de fazer “show-off” quando faz ataques ao Presidente da República sem argumentos sustentáveis. Em declarações à imprensa, à margem de um encontro com mais de oito mil membros de várias congregações religiosas e representantes de outros seguimentos a sociedade civil, que serviu para promover a campanha em torno do processo de actualização de dados dos cidadãos maiores para o registo eleitoral, Kangamba acusou a UNITA de “pregar a desconfiança” e procurar “criar dificuldades” numa altura em que “fazia falta que todos os actores políticos ajudassem a mobilizar os angolanos para o processo eleitoral”. 

O secretário itinerante do Comité de Luanda do MPLA considerou fundamental as igrejas e outros membros da sociedade civil estarem em sintonia com os partidos políticos responsáveis e o Governo, na busca de soluções para os problemas sociais das comunidades e vencer os desafios que o país tem pela frente.

Ao discursar para o público, Bento Kangamba reconheceu que a Igreja tem colaborado em várias tarefas e citou a educação e ensino como “um bom exemplo” dessa colaboração. Referiu-se aos muitos casos de escolas para o subsistema de ensino não universitário, em que o Estado assume a colocação e remuneração de professores e das direcções das mesmas, sob proposta da respectiva congregação religiosa.

O dirigente do MPLA falou   do sector da Saúde onde a Igreja tem feito sentir a sua presença ao acudir inúmeras pessoas desfavorecidas e vulneráveis com assistência médico-medicamentosa. Bento Kangamba falou do Presidente José Eduardo dos Santos como um exemplo de liderança “sábia e visionária”, que “além de ser um promotor da paz e da estabilidade, incentiva a governação participativa.
“Como em épocas anteriores, durante o IV ano legislativo da IIIª legislatura, o Parlamento angolano limitou-se a aprovar as propostas de Leis vindas do Titular do Poder Executivo”, lamentou ao Folha 8, Nelson Sahuma, coordenador do Centro Nacional de Aconselhamento (NCC) – plataforma de monitoria das actividades parlamentares.

Por Antunes Zongo
Fonte: F8

Nelson Sahuma, jovem angolano que teve a ousadia de criar uma plataforma de monitorização das actividades parlamentares, mostra-se escandalizado pelo facto de os deputados se revelarem “deveras” incapazes de imaginar e de ter criatividade para poderem lavrar projectos de leis – já que foi a eles (deputados) que o povo depositou tal responsabilidade.

“O Poder Legislativo é o que melhor conhece os problemas da população. No entanto, se os que melhor conhecem os dilemas do povo produzissem as leis, não teríamos tantas leis que contrastam com a realidade do povo angolano”, referiu a fonte.

Na sequência da breve conversa que manteve com o F8, o coordenador do NCC felicitou o presidente da República, José Eduardo dos Santos, pela proposta de Lei de Amnistia – que está a restituir diversos reclusos à liberdade, pese embora entenda que devia ser da iniciativa dos parlamentares.
Pois, para Sahuma, o princípio conformador da Amnistia é a extinção da responsabilidade criminal, prevista no n.º 3 do art.º 125.º do Código Penal, cujo alcance deve ser para indistintos destinatários, face à positividade do direito, que, segundo o mesmo, é geral e abstracto.

“Para nós NCC, a amnistia é uma questão de direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos (artigo 164.º, b) CRA). No entanto tendo em conta que o país encontra-se numa corrupção generalizada seria inoportuno amnistiar os desviadores do erário público”, disse, acrescentando, que, “para estes governantes, a justiça tinha que ser feita se o país pretende pôr fim a esta sangria que se tornou moeda corrente”, afiançou.

Ora, o NCC é uma organização da sociedade civil angolana de âmbito nacional, com sede na Província de Luanda. Por além de levar ao conhecimento do público as actividades dos parlamentares, o Centro que foi fundado por jovens universitários no ano de 2000, tem estendido o seu esforço nas áreas da educação cívica, ética-humana, jurídico-legal, desenvolvimento comunitário e direitos humanos.

Actualmente é membro Observador da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos da União Africana. O projecto de «Monitoria do Parlamento Angolano» levado a cabo pelo NCC, desde o mês de Junho de 2014, tem sido financiado pela Fundação Open Society – OSISA.
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