O presidente da República quer largar já o poder porque tem medo de perder as eleições, pois sabe que irei de vencê-las, disse Abel Epalanga Chivukuvuku, presidente da CASA-CE, na tarde de hoje, durante a sua ronda pela zona do Palanca, em Luanda.

Para além de ter garantido que irá vencer as eleições aprazadas para 2017, Chivukuvuku que se fez rodear de centenas de militantes, cidadãos anónimos e de alguns membros do seu Conselho Presidencial, afirmou que Manuel Vicente, actual vice-presidente da República, não conhece o povo nem os problemas deste.

‘Vocês conhecem João Lourenço?’, questionou Abel Chivukuvuku ao povo, este respondeu que não. Entretanto, infelizmente, após o discurso de Chibukuvuku, registou-se alguns actos de pancadarias entre os militantes da CASA-CE e os militantes do MPLA que também realizavam actos de mobilização na zona.

De acordos aos moradores daquela circunscrição, a pancadaria foi provocada por militantes do partido no poder que ofenderam verbal e fisicamente uma jovem militante da Convergência Ampla de Salvação de Angola.
Vitorino Nhany
O presidente da República faltou ao tradicional discurso à Nação (proferido no início de cada ano parlamentar) de 2015, por causa da denúncia feita por Vitorino Nhany, ex-secretário-geral da UNITA, que revelara a existência de um grupo de ex-militares do Galo Negro e das FAPLA que pretendiam interceder a viatura do Titular do Poder Executivo, quando este se deslocaria ao parlamento, segundo o juiz João António, responsável pelo julgamento dos 37 indivíduos acusados de associação de malfeitores e tentativa de assalto à residência presidencial.

Entretanto, tal revelação deixou boa parte dos angolanos com medo e perplexos, dado o facto de, no período em referência, os serviços de apoio ao presidente da República terem anunciado que o estadista teria falhado ao discurso à Nação, por culpa de uma mera indisposição momentânea.


Dito desta forma, percebe-se que o referido informe arranjado pelos serviços de apoio ao Comandante-em-chefe das Forças Armadas Angolanas pretendia, somente, tranquilizar as famílias que, segundo muitos, temem que o país registe mudanças de regime com base a golpes de Estado que por via de eleições livres, justas e transparentes.


Porém, recorde-se que Vitorino Nhany acusara os Serviços de Inteligência Militar de recrutar os referidos cidadãos para perpetrarem uma acção de tentativa de golpe de Estado simulado com objectivo de mobilizar solidariedade a nível nacional e internacional à volta do presidente Dos Santos. Verdade ou não, o facto é que o assunto continua sendo um tabu.


No caso vertente, fala-se que os membros do grupo em julgamento por associação de malfeitores e tentativa de assalto à casa presidencial foram detidos em posições diferentes. Uns foram apanhados no interior do Palácio Presidencial, outros na zona do 1ª de Maio e etc, ambos, rigorosamente armados.   

A Presidente do Conselho de Administração da petrolífera estatal, Isabel dos Santos, reconheceu, na manhã de ontem, em conferência de imprensa, que o incumprimento por parte da Sonangol dos convénios financeiros com os bancos resultou num conjunto de constrangimentos, que limitam o acesso ao financiamento programado para este ano.

Segundo a empresária que garantiu que a Sonangol começou já a cumprir com alguns compromissos, a dívida financeira da empresa para este ano já é estimada em 9,851 mil milhões de dólares.

Ainda assim, a administração da empresa tem necessidade de contrair novos financiamentos, tendo em atenção os compromissos financeiros firmados para 2016, ainda por financiar, de forma que a Sonangol possa cumprir os pagamentos até ao final do ano.

Acções prioritárias

Na ocasião, Isabel dos Santos referiu que o novo conselho de administração da empresa trabalha arduamente para garantir o cumprimento dos compromissos financeiros, já que estes determinam a capacidade da Sonangol de obter novos financiamentos, fundamentais para investir em novos projectos de campos petrolíferos, para evitar o declínio dos níveis de produção.

“Adicionalmente, e para manter a liquidez financeira da Sonangol e a estabilidade da economia angolana, temos trabalhado com o Banco Nacional de Angola e com o Executivo, para continuar a assegurar o acesso regular a divisas e, assim, o pagamento dos produtos refinados importados”, evidenciou, ao acrescentar que “de uma forma criteriosa e ponderada, estamos a reavaliar todos os investimentos e projectos”.

Em consequência, “estão suspensos (e não cancelados)”, conforme fez questão de sublinhar a PCA da Sonangol, os investimentos na Refinaria do Lobito e na estação de armazenamento de combustíveis da Barra do Dande, para reavaliação da visão estratégica e da viabilidade económica por parte da nova administração.
A Sonangol reconhece que os actuais desafios não resultam só da queda do preço de petróleo bruto, mas, fundamentalmente, da aplicação de uma política de investimentos questionável, ao longo dos últimos quinze anos, que não geraram o valor esperado para o Estado.

Vitor Rainho


Por Vitor Rainho
Fonte: Jornal i 

A tragédia que se abateu sobre a equipa de futebol brasileira do Chapecoense – em que a quase totalidade dos jogadores perdeu a vida num acidente de aviação na Colômbia, quando ia disputar a primeira mão da Taça Sul-americana, uma espécie de Liga Europa – provocou uma onda de solidariedade a nível mundial.

A tragédia que se abateu sobre a equipa de futebol brasileira do Chapecoense – em que a quase totalidade dos jogadores perdeu a vida num acidente de aviação na Colômbia, quando ia disputar a primeira mão da Taça Sul-americana, uma espécie de Liga Europa – provocou uma onda de solidariedade a nível mundial.

Várias equipas europeias disponibilizaram-se para ajudar o clube brasileiro com jogadores ou dinheiro e também na América Latina foram muitos os emblemas que seguiram o mesmo caminho. Como recordava Afonso Melo há dois dias neste jornal, a morte que às vezes cai do céu já apanhou vários desportistas, tendo dizimado equipas de futebol e de râguebi, por exemplo. Um dos acidentes até acabou em filme, recordando o drama da equipa de râguebi chilena Old Christians, nos Andes chilenos, em que os sobreviventes viveram cenas de canibalismo. Os mais antigos lembram-se da equipa italiana do Torino, um dos grandes emblemas mundiais há 80 anos, que perdeu a vida no regresso a casa depois de de ter vindo jogar contra o Benfica.

Em todas as tragédias calculo que tenha havido gestos de solidariedade para com os familiares e clubes envolvidos. Mas nos tempos que vivemos há muito pouco tempo para pensar e todos querem ter uma atitude mais nobre altruísta do que o vizinho. É preciso mudar o perfil do Facebook para pôr a bandeira de França depois dos atentados, é de bom tom chorar com a vitória de Trump, e por aí fora. As redes sociais acabam por obrigar as pessoas a dispararem mais depressa sobre o teclado do que a pensar. Voltando ao Chapecoense, consta que as outras equipas brasileiras que jogam no campeonato nacional querem que o organismo máximo do futebol do país determine que nos próximos três anos o Chapecoense não possa descer de divisão, mesmo que fique em último.

Querem que a equipa tenha tempo para se recompor. Acho uma idiotice completa, já que o desporto de alta competição passa precisamente por se tentar ser o melhor. Haver uma equipa de coitadinhos não me parece que seja muito dignificante. Ao clube só lhe resta enterrar os mortos e tratar que os vivos sejam campeões num futuro próximo.
Isaías Samakuva - presidente da UNITA


Por Hebreu dos Santos


Aos 70 anos de idade, Isaías Henrique Ngola Samakuva é o segundo presidente da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), precisamente há 13 anos, pouco para uns, muito tempo para outros, mas independentemente dessas diferentes crenças, o homem natural do centro Sul do país, transformou a organização criada com coragem, esforço e sacrifício pelos 12 conjurados de 13 de Março – liderados por Jonas Savimbi, num partido fraco, bem como um arrombo financeiro alegadamente não totalizado.


Desde a ascensão dele como presidente do até aqui maior partido na oposição, Isaías Samakuva conseguiu, positivamente, fazer com que o Galo Negro se tornasse numa organização mais serena e tolerante – pois vinha das matas, bem provável que o espírito de vingança face a morte do líder fundador ainda estivesse patente, pois com simples discursos e formações políticas, Samakuva serenou os ânimos de seus correligionários.


Esta obra de inclusão e pacificação interna alegrou aos angolanos no geral, mas infelizmente para UNITA, sobretudo para aqueles militantes com capacidade de eleição presidencial, passado alguns meses ou anos, Isaías Samakuva que alegadamente tomou o controlo da Comissão Jurisdicional do partido, expulsou dezenas de membros que o faziam frente e provocou um êxodo de fuga de militantes jamais visto na história política do partido e do país.
Comissão Política da UNITA


Ora, este espaço é pequeno para reportar os factos tintim por tintim, mas a verdade é que por além dos erros supra, fala-se que a administração de Samakuva provocou um arrombo financeiros aos cofres da organização, alegadamente não justificados plausivelmente.

A propósito, circulam informações segundo as quais, a administração de Isaías Samakuva vendeu sem consenso da Comissão Política ou Comité Permanente, um dos maiores edifícios do partido, sita na baixa da cidade luandina, sem, no entanto, justificar transparentemente os gastos de cada Kwanza.


O complô – Samakuva e pares, é ainda apontado de dar péssimo uso ao quintalão onde funciona o complexo explorado pela empresa SOVISMO e a Rádio Despertar.

Outra redução financeira irracional deveu-se a criação pela primeira vez do alegado Governo Sombra – que tinha como objectivo fiscalizar as actividades do Executivo e propor soluções, mas o referido Governo revelou-se incapaz de cumprir com as respectivas atribuições e diz-se ainda que terá gasto algumas dezenas de milhões aos cofres do partido.

Verdade ou não, o certo é que a administração de Isaías Samakuva nunca veio a terreiro confirmar ou desmentir a informação.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira que a Rússia está disposta a cooperar na luta contra o terrorismo internacional com o novo Governo dos Estados Unidos, a ser liderado por Donald Trump.

"Acreditamos em juntar forças com os EUA na luta contra uma ameaça real e não inventada: o terrorismo internacional", disse Putin durante o discurso sobre o estado da nação ao Parlamento.

Putin afirmou que o Kremlin não está interessado em "antagonismos", "nem procura inimigos" e quer normalizar as relações com os americanos.
Em Angola, cerca de 1,8 por cento de mulheres grávidas testadas revelaram-se portadoras do VIH/Sida, informou hoje, quinta-feira, em Luanda, o ministro da saúde, Luís Gomes Sambo.

A informação foi revelada no acto central do Dia Mundial de Luta contra a Sida, a comemorara-se hoje sob o lema”  Mãos para cima na prevenção do VIH”.

O ministro disse que a maioria dessas mulheres está em tratamento para prevenir que os filhos contraiam a doença.

Avançou ainda que, no país, existem mil e setenta serviços de aconselhamento e testagem e 95 mil pessoas estão a  beneficiar de tratamento com antirectroviral.

Alertou à nova geração, concretamente a juventude, que apesar de existir tratamento para a sida e ser possível viver normalmente com o vírus imunodeficiência humano, ainda não existe cura para esta doença e o melhor remédio é evitar a infecção .

“Os jovens devem ter uma sexualidade normal, segura e saudável, pois uma boa saúde sexual e reprodutiva mantém as mães saudáveis e previne a infecção do recém nascido, e a abstinência, fidelidade e o uso de preservativo em todas as relações sexuais ocasionais são medidas preventivas primária ao alcance de todos, “reforçou.

Segundo o governante, o  VIH arrasta com as pessoas outros problemas devido a condição de imunossupressão e a maior vulnerabilidade do organismo a outras infecções, nomeadamente a tuberculose.

Portanto, frisou, a redução dos índices da seroprevalência no país é uma preocupação que vai para além da luta contra a sida e o lema proposto para a campanha deste ano realça a necessidade da integração e da resposta multissectorial para vencer a epidemia.

Salientou que o Executivo Angolano está empenhado na resposta intersectorial ao VIH/Sida e aliado às novas orientações das instituições internacionais de referência, nomeadamente a Organização Mundial da Saúde (OMS)   e a ONUSIDA.

Realçou que a Comissão Nacional Intersectorial de Luta Contra a Sida será reactivada, bem como será reforçado o diálogo e o entendimento entre as organizações da sociedade civil e representantes das comunidades.

De acordo com o responsável, o  MINSA envolve nesta luta todos os sectores da sociedade angolana incluindo representantes da sociedade civil e parceiros internacionais.
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