TRANSPORTADORA AÉREA DE CABO-VERDE COLOCA MAIS DE CEM CIDADÃOS NO DESEMPREGO

Por Disputas Políticas*

Face a crise que assola vários ramos da vida nacional de Cabo-verde, a transportadora aérea local – TACV, irá despedir cerca de 150 trabalhadores, nos próximos dias, soube o Disputas Políticas de uma fonte.

De acordo as informações em nossa posse, a medida que poderá ser implementada dentro de dias, saiu como recomendação de um encontro entre a administração da companhia aérea de bandeira e os trabalhadores. Na ocasião, a direcção da empresa apresentou duas propostas – despedimentos ou redução de 15% nos salários. Como ninguém quis ver reduzido o seu vencimento, a administração avançou com a medida extrema de despedir mais de 100 chefes de família (apenas pessoal administrativo), tendo garantido de que haver indemnização para os visados.

“O argumento para partir pessoal é de que a companhia chegou a um ponto tal – perdas de mais de 4 milhões de dólares em 2015, um registo recorde, e 120 milhões de passivo – e o Governo já disse que não vai injectar mais nenhum tostão para continuar a pagar as despesas correntes. E a solução encontrada pelo Conselho Administração da TACV do governo que “tem solução” foi reduzir pessoal”, lê-se no texto publicado por David da Veiga

Este refere ainda que esta medida dura e extrema entra em choque com as promessas de campanha do Governo de Ulisses Correia e Silva, que prometeu mais emprego para (45 mil em quatro anos) os cabo-verdianos. Uma situação que, a concretizar-se, vai agravar ainda mais as finanças públicas – serão menos 150 a pagar impostos – e a economia. Isso, tendo em conta que muitos trabalhadores têm dívidas juntos aos bancos.

“Esta solução do Conselho de Administração da TACV, com apoio do Governo, é terrível pois, além de levar tanta gente ao desemprego, mais uma vez mostra que caminhos o Executivo está a empreender para destruir o país. Se bem se lembram, o actual PM disse no debate para as legislativas que a primeira coisa que iria fazer quando chegasse ao poder era despedir João Pereira Silva. Ora, essa ele cumpriu – como se JPS fosse o maior e único problema da TACV – mas foi mais longe ao querer agora mandar para casa 150 inocentes trabalhadores chefes de família”, pontua o autor da noticia.

O texto termina, reafirmando que a situação da companhia aérea deveu-se a gestão que sempre reinou na empresa. “Péssimas escolhas e más decisões. Tudo o que o MpD, na oposição, criticava, chegado ao poder repete e faz pior. Despede trabalhadores porque não tem solução. Caso contrário a TACV fecha as portas. Em teoria, isso se chama lei de menor esforço. Na prática, eu digo, irresponsabilidade grave, que deveria ser punida severamente”, finaliza Veiga.

*A semana

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