MORTE DE OPOSITOR DE KABILA GERA SUSPEIÇÃO

Etienne Tshisekedi (vestido de traje africano)
As autoridades belgas – país responsável pela colonização de Kinshasa até 1960, estão, alegadamente, até ao presente momento, com dificuldades de esclarecer as circunstâncias em que o maior opositor ao poder de Joseph Kabila, conheceu a morte, naquele território europeu, na tarde do dia 01 de janeiro de 2017.

Ora, já há alguns anos que o então presidente do partido congolês democrático, União para a Democracia e Progresso Social (UDPS), Etienne Tshisekedi, é assistido nos prestigiados hospitais belgas, mas segundo a sua família, desta vez, o velho opositor de Joseph Kabila, viajou para a Bélgica para "uma consulta médica simples".

Era para ele (Etienne) ter apenas “uma pequena pausa depois de seis meses de presença ininterrupta, mas não mais do que algumas semanas”, dissera um dos filhos do malogrado, ao jornal "Jeune Afrique". Entretanto, Tshisekedi rumou para o país europeu em meio a discussões sobre a implementação do acordo alcançado em 31 de Dezembro em Kinshasa para acabar com a crise política no país, que eclodiu depois de o presidente congolês, Joseph Kabila, ter avisado que não deixaria o cargo devido ao adiamento das eleições até abril de 2017, numa altura em seu mandado espirava.

Fazendo fé nas informações chegadas até nós, o desaparecimento físico do líder opositor, cuja verticalidade logrou-lhe a admiração e respeito do povo congolês, poderá dificultar o sucesso pretendido nas negociações em curso entre o Governo e a oposição. Pois há quem diga, que “Joseph Kabila terá a vida mais facilitada nesta sua pretensão em se manter ao poder”. A ver vamos!
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